Friday, February 16, 2007

Auto Lusitano

Auto Lusitano

Narrador- Á muito tempo atrás, um povo destemido, corajoso, audaz e com grande poder mímico estabeleceu-se e colonizou o que era chamado montes herminios. Esses montes estavam muito bem situados, verdadeiras fronteiras que conduziam esse povo a ser autónomo dos outros povos, com grande isolamento geográfico. Grandes altitudes, faziam com que fossem uma comunidade que se adaptava a um estilo de vida ligada ao pastoreio e á agricultura. Nos entremeios desses montes permanentes riachos de água límpida e fresca davam de beber ao gado, barreiras e penhascos que davam uma grande visibilidade a tudo o que se passava em redor. Essas terras inabitadas serviram de nicho a um povo que se iria revelar um povo lutador pelo quem acreditava

Velho ancião (falando para os netos, dia ensolarado e fresco, numa encosta dos montes, ano 57 a.C. Os primeiros de nossos pais estabeleceram-se nestes montes, nos primórdios da nossa presente pátria lusitana. Vossos pais e meus pais e pais de nossos pais somos povo com dom nativo pacífico, damos vida aos campos, para servirem de pasto aos nossos animais…
(os netos atentamente a ouvirem o velho ancião despertam a curiosidade própria e o interesse do velho a continuar a história do povo)
1º neto- somos pacíficos!!! E assim vamos continuar se nunca nenhum outro grupo de pessoas nos invadir os nossos espaços, o lugar onde brincamos e que já faz parte de nós!
2º neto- oh avô, porque não conservamos a pátria que é nossa e a expandimos como acontece com outros povos nossos irmãos?
( A impaciência e ao mesmo tempo o voraz destas crianças em saber cada vez mais acerca da vida dos seus progenitores faziam com que os olhos brilhassem e não cessassem perguntas ao velho)
Velho ancião- Somos assim, porque estabilizamos a nossa compreensão para a não expansão, o que não aconteceu com os celtiberos, nossos irmãos, que se juntaram como povo uno, celtas e iberos, deram lugar a uma cultura una com fusão de ambas. Nosso povo, povo resistente perpetuou o mesmo espaço sem ambição de querer mais e mais.
E é o que nos mantém como povo inigualável a outro… Vivemos neste espaço e elevamos a compreensão no que respeita a outros povos, a todos os momentos chegam noticias de que em nada estamos em paz, a expansão de outros povos leva-nos a querer que a paz não dura para sempre, pois temos que ter sempre presente meus pupilos que quando um grupo quer mais do que o que têm, procura entrar em confronto para reinar e ter domínio possessivo sobre outros… e nós não somos excepção… tendes que crescer sadiamente para defender o que a vós pertence

Narrador- Nesse momento, povo conquistador da românica antiga tinha já conquistado e expulso das terras os povos que habitavam a Germânia e parte da península, nem o povo celtibérico se aguentou a tão forte armada românica e desejo de alargarem a sua região imperial, que já se alargava para além fronteiras e atingia já o norte de África

(Entra no cenário mais um ancião)
Ancião 2- Mestre, permita-me interromper o vosso ensinamento, mas temos que reunir urgentemente o concilio… há novas recentes de que romanos estão próximos e vêem bem apetrechados para conquistarem os nossos campos para poderem alargar a hegemonia que já quase lhes pertence
Velho Ancião- ide brincar com a funda para um dia substituírem quem vos protege e manter as nossas casas e vossas mães

(O velho ancião vai para o concilio dos anciãos e as crianças brincar ao o lançamento da funda e do arco de flecha)

Narrador- Já no concilio dos anciãos, 12 anciãos, sabedores mais velhos debatem o estado de domínio constrangedor a que tinham chegado o povo de Roma

Anciãos- temos de tomar posição, esse povo que destrói outros povos, que incendeia e mata, rouba e expulsa irmãos nossos de suas terras têm que ser combatido
- Mas como? Se têm forte poder de combate, tem as armas e armaduras mais evoluídas e são em maior número…
-Já expulsaram nossos irmãos celtiberos e estão a chegar com grande rapidez ao nosso espaço de controlo
- Não os podemos temer, pelos nossos anteriores que em muito fizeram para manter o que hoje a nós pertence e pela vida de nossos filhos
-agarremo-nos então ao que temos em mãos e lutemos pela nossa honra e orgulho contra esses bárbaros que de Roma saíram como cães raivosos prontos a estraçalhar qualquer coisa de carne que mexa
-arranjemos alguém que lidere com valor o nosso povo nesta luta desigual

Narrador- É então nesse concilio que sai o nome de Viriato, homem simples e trabalhador, com sangue guerreiro mas pacifista, pastor e pai de família, para liderar a o combate com o povo românico que já se aproximava cada vez mais da Lusitânia antiga

(Viriato para os pastores- guerreiros, com cólera, raiva e revolta para com os românicos)

Viriato- Por estas virias de ferro!!! Por endovélico!!! Esmagaremos o infame!!! Lutaremos até morrer!!!

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