Monday, October 29, 2007

Acto Terceiro

Narrador- Deste modo, Sertório, guerreiro que tinha sido banalizado pelo povo de Roma, revoltado depois do humilhante tratamento a que foi sujeito, foi apresentar os seus préstimos ao povo que outrora tinha sido seu opositor, o povo da lusitânia

Sertório- (a bradar a sua espada no ar, com raiva, montado no seu cavalo branco): Cheguei povo revoltoso, venho para vos libertar do povo do meu sangue que me expulsou, ajudarei a receber esses meus inimigos com a garra que eles me demonstraram ao fazerem passar a fronteira e chegar ao vosso humilde espaço que habitam desde os primórdios do tempo em que não haviam invasores e que vossos pais habitavam esta terra em segurança e as vossas crianças brincavam sem se preocuparem com possíveis inimigos, conheço a bravura de vosso antigo chefe Viriato que foi destronado pelo dinheiro do meu antigo império e dar a salvação e a paz que á muito tempo já alguram e anseiam… libertarei-vos desse impecilho que é o povo de Roma corrupto e cobarde e cuspirei ás decisões de César com agrado. A vossa valentia será coadjuvada por mim para vocês. Borrarei a vida daqueles que me chamaram cão

Narrador- De facto, este guerreiro, mortificado e enrraivado, fez com que as tropas de Roma recuassem no terreno e manteve com grandeza a segurança os filhos e as mães dos seus irmãos por indução vingativa.
Assim foi, durante anos prevaleceram as vitórias do povo lusitânico e a humilhação aos homens de Roma que assim montaram uma cabala no senado em que determinaram que o povo opositor fosse de novo desmontado do chefe, decidiram em consenso que Sertório que eles conheciam como homem audaz, valente na sua raiva e cobarde na suas decisões fosse pago com bom dinheiro, 500 moedas de ouro e a oferta de uma área geográfica do império

Senado- (com batinas brancas e ordenado na palavra) Este homem que já fez derramar tanto sangue de seus próprios irmãos têm que ser banido dos confins do mundo
- Matemo-lo de uma forma rápida ou compremo-lo com 100 cistecius e catapultemo-lo para a fama dando-lhe a decisão de ser manageiro de uma das nossas áreas do nosso império.
-Demos-lhe antes 500 cistecius e o que ele pedir, a confrontação há de humilha-lo mais tardiamente e romper aquelas fronteiras que á muito já havíamos de ter.

Narrador- Assim foi, secretamente, foi consultado em relação ao que podia receber e deu azo á sua decisão de novo se juntar á voz que o seguia desde muito. A ânsia de ser catapultado para a fama e tomar conta de parte do império, pertencer aos grandes do senado, ser um dos conselheiros de Roma porvir isso como uma compensação aos estragos e ter dado conta da estratégia de Roma. Sertório irrompeu várias simulações catastróficas de derrotas sucessivas nas batalhas travadas e desafiou os anciãos, homens com ideias, mas fragilizados pelo decréscimo do número dos seus guerreiros
Assim foi, amainado pelo seu regresso e retraimento em relação a decisões e falta de personalidade, juntou-se de novo a Roma, e intensamente propôs a resolução aos anciãos propondo um tratado da não retaliação e ocupação mista da área do povo Hermínio
Assim foi, durante longos anos cruzamentos sucessivos, deram vitalidade e viabilidade para que genes lusitanos fossem desaparecendo e a ocupação do povo de Roma fosse destronando o sonho que á muito tempo era pretensão do povo de Roma, a manutenção das suas gentes e a preservação das suas áreas de pastoreio e o continuar dessa passividade que de modo algum devia ser destruída, invadida, mesmo consumida por outro povo que não aquele, de gentes puras ordeiras, de vitalidade e fortemente incautas na pacificidade de olhar para mais um dia de maneio e serviço para suas famílias
Os traços retratados por este povo que sempre se bateu por bons princípios e por um futuro que passou por dominar aquela área que geograficamente foi defendida com instrumentos da própria natureza, o esforço estratégico que ão durou muito tempo e a dureza e rudeza daquele povo, desvaneceu ao longo dos tempos de uma forma progressiva

Cai o pano

Thursday, September 27, 2007

(...)

Narrador- De facto, com a boa localização geográfica, com menos armas e armaduras, mas explorando a força do povo de Roma, por penhascos atingindo os vales por onde progrediam as forças de Roma, legiões armadas dos pés á cabeça, em maior número e mais organizados na disciplina guerreira,não conseguiam atingir o povo lusitano, através de ataques organizados ás suas posições, o povo hermínio combateu com garra sem nunca deixar avançar as guerrilhas desse povo que queria dominar toda a península… até que Roma preparou uma traição cabala de contratar traidores no ceio da guerrilha lusitanica e matar Viriato
Traidores- Matemo-lo enquanto dorme, que estratégia assim é a mais lógica e não há incidências de esforço em proteger Viriato

Narrador- Assim se completou a traição, quando Viriato debruçado nos seus sonhos límpidos de protecção dos seu povo, foi esquartejado e assim o líder forte bradou para a iniquietancia de ser morto pela traição do seus próprios homens
Ainda assim, mais organizado e com mímica preponderante e por estarem na sua situação terrena, os lusitanos aguentaram longo tempo contra as legiões
Até que chega Sertório, um capanga romano que desertou os seus ideais e se juntou aos lusitanos e foi assim desse modo que a liderança de Sertório fez com que a guerrilha lusitana se aguentasse até ser desmobilizada dois séculos de batalhas devido ao estraçalhar de traições sucessivas e enfraquecimento das milícias lusitanicas

Friday, February 16, 2007

Auto Lusitano

Auto Lusitano

Narrador- Á muito tempo atrás, um povo destemido, corajoso, audaz e com grande poder mímico estabeleceu-se e colonizou o que era chamado montes herminios. Esses montes estavam muito bem situados, verdadeiras fronteiras que conduziam esse povo a ser autónomo dos outros povos, com grande isolamento geográfico. Grandes altitudes, faziam com que fossem uma comunidade que se adaptava a um estilo de vida ligada ao pastoreio e á agricultura. Nos entremeios desses montes permanentes riachos de água límpida e fresca davam de beber ao gado, barreiras e penhascos que davam uma grande visibilidade a tudo o que se passava em redor. Essas terras inabitadas serviram de nicho a um povo que se iria revelar um povo lutador pelo quem acreditava

Velho ancião (falando para os netos, dia ensolarado e fresco, numa encosta dos montes, ano 57 a.C. Os primeiros de nossos pais estabeleceram-se nestes montes, nos primórdios da nossa presente pátria lusitana. Vossos pais e meus pais e pais de nossos pais somos povo com dom nativo pacífico, damos vida aos campos, para servirem de pasto aos nossos animais…
(os netos atentamente a ouvirem o velho ancião despertam a curiosidade própria e o interesse do velho a continuar a história do povo)
1º neto- somos pacíficos!!! E assim vamos continuar se nunca nenhum outro grupo de pessoas nos invadir os nossos espaços, o lugar onde brincamos e que já faz parte de nós!
2º neto- oh avô, porque não conservamos a pátria que é nossa e a expandimos como acontece com outros povos nossos irmãos?
( A impaciência e ao mesmo tempo o voraz destas crianças em saber cada vez mais acerca da vida dos seus progenitores faziam com que os olhos brilhassem e não cessassem perguntas ao velho)
Velho ancião- Somos assim, porque estabilizamos a nossa compreensão para a não expansão, o que não aconteceu com os celtiberos, nossos irmãos, que se juntaram como povo uno, celtas e iberos, deram lugar a uma cultura una com fusão de ambas. Nosso povo, povo resistente perpetuou o mesmo espaço sem ambição de querer mais e mais.
E é o que nos mantém como povo inigualável a outro… Vivemos neste espaço e elevamos a compreensão no que respeita a outros povos, a todos os momentos chegam noticias de que em nada estamos em paz, a expansão de outros povos leva-nos a querer que a paz não dura para sempre, pois temos que ter sempre presente meus pupilos que quando um grupo quer mais do que o que têm, procura entrar em confronto para reinar e ter domínio possessivo sobre outros… e nós não somos excepção… tendes que crescer sadiamente para defender o que a vós pertence

Narrador- Nesse momento, povo conquistador da românica antiga tinha já conquistado e expulso das terras os povos que habitavam a Germânia e parte da península, nem o povo celtibérico se aguentou a tão forte armada românica e desejo de alargarem a sua região imperial, que já se alargava para além fronteiras e atingia já o norte de África

(Entra no cenário mais um ancião)
Ancião 2- Mestre, permita-me interromper o vosso ensinamento, mas temos que reunir urgentemente o concilio… há novas recentes de que romanos estão próximos e vêem bem apetrechados para conquistarem os nossos campos para poderem alargar a hegemonia que já quase lhes pertence
Velho Ancião- ide brincar com a funda para um dia substituírem quem vos protege e manter as nossas casas e vossas mães

(O velho ancião vai para o concilio dos anciãos e as crianças brincar ao o lançamento da funda e do arco de flecha)

Narrador- Já no concilio dos anciãos, 12 anciãos, sabedores mais velhos debatem o estado de domínio constrangedor a que tinham chegado o povo de Roma

Anciãos- temos de tomar posição, esse povo que destrói outros povos, que incendeia e mata, rouba e expulsa irmãos nossos de suas terras têm que ser combatido
- Mas como? Se têm forte poder de combate, tem as armas e armaduras mais evoluídas e são em maior número…
-Já expulsaram nossos irmãos celtiberos e estão a chegar com grande rapidez ao nosso espaço de controlo
- Não os podemos temer, pelos nossos anteriores que em muito fizeram para manter o que hoje a nós pertence e pela vida de nossos filhos
-agarremo-nos então ao que temos em mãos e lutemos pela nossa honra e orgulho contra esses bárbaros que de Roma saíram como cães raivosos prontos a estraçalhar qualquer coisa de carne que mexa
-arranjemos alguém que lidere com valor o nosso povo nesta luta desigual

Narrador- É então nesse concilio que sai o nome de Viriato, homem simples e trabalhador, com sangue guerreiro mas pacifista, pastor e pai de família, para liderar a o combate com o povo românico que já se aproximava cada vez mais da Lusitânia antiga

(Viriato para os pastores- guerreiros, com cólera, raiva e revolta para com os românicos)

Viriato- Por estas virias de ferro!!! Por endovélico!!! Esmagaremos o infame!!! Lutaremos até morrer!!!